Após ser condenado na Justiça, o ex-vereador de Joinville Cleiton Profeta (PL) foi obrigado a se retratar nas redes sociais e a pagar uma indenização no valor de R$ 16.726,89 ao vereador de Florianópolis Leonel Camasão (PSOL) e a seu marido, Paulo Cordeiro.

A punição se deve por conta de uma publicação nas redes sociais realizada em fevereiro de 2024. Profeta, ainda vereador de Joinville, dirigiu ofensas a Camasão e Paulo após PSOL obter uma vitória no STF relacionada a vacinação infantil de covid-19 em Santa Catarina.

“Defende aborto, defende uso de drogas e trocou a mãe dos filhos por uma macho aidético. Esse pokémon, belo exemplo paterno, é um militante do PSOL que se diz preocupado com o filho dos outros e por isso defende a obrigatoriedade da aplicação de mRNA em crianças. Confia”, publicou Profeta no X e nos stories do Instagram.

No processo, foi comprovado que as ofensas foram direcionadas a Camasão e Paulo, mesmo sem a citação de seus nomes. Ele foi condenado em primeira instância em dezembro de 2024, mas recorreu. A decisão foi confirmada em definitivo pelo TJSC em fevereiro deste ano.

“Em razão de condenação proferida pelo Juízo do 1º Juizado Especial da Capital/SC, venho aqui me retratar e pedir desculpas aos senhores Leonel Camasão e Paulo Cordeiro, por publicação que fiz em fevereiro de 2024, na qual os ofendi com expressões homofóbicas e sorofóbicas”, publicou Profeta, após determinação judicial, em primeiro de julho.

“É sempre gratificante ver que alguns sujeitos, que estão sempre esbravejando e se pagando de machões por aí, precisem seguir as leis que ainda existem nesse país. E melhor ainda é saber o quão difícil é para essas pessoas admitir publicamente seus erros – mesmo que chorem e se queixem de uma suposta “liberdade de expressão” sendo violada”, argumentou Camasão nas redes sociais.

Em 8 de junho de 2026, Cleiton Profeta teve o mandato cassado pela Câmara de Joinville por quebra de decoro parlamentar. A cassação não tem relação com o caso de Camasão.