O vereador Leonel Camasão (PSOL) recebeu 43.869 votos na eleição para deputado estadual em Santa Catarina em 2026. Foi uma votação muito expressiva, com a 24ª colocação em toda Santa Catarina. Mas, se Camasão foi o 24º, por que não obteve uma das 40 vagas?
No sistema eleitoral proporcional brasileiro, não basta ter uma votação individual expressiva para garantir a eleição. A distribuição das vagas depende também do desempenho coletivo do partido ou da federação.
A Federação PSOL/Rede somou 133.952 votos em Santa Catarina. Já o quociente eleitoral foi de 106.777 votos. Isso significa que a federação conquistou aproximadamente 1,25 vez o quociente eleitoral, garantindo apenas uma vaga pelo quociente partidário, mas não duas. No caso, Marquito foi o mais votado da federação, e ficou com a cadeira na Alesc.
Para conquistar uma segunda cadeira, a soma de todos os candidatos e candidatas a deputada estadual da Federação PSOL/Rede precisaria ser maior. Mesmo com os 43.869 votos de Camasão, a votação total da federação não foi suficiente para conquistar essa segunda vaga.
Portanto, Camasão não deixou de ser eleito por falta de votos individuais. O que impediu sua eleição foi o desempenho coletivo da federação, que conquistou apenas uma das vagas em disputa.
O resultado também demonstra a importância de ampliar a votação do PSOL em Santa Catarina. Uma votação individual expressiva precisa estar acompanhada de uma votação coletiva capaz de transformar os votos em mais cadeiras na Assembleia Legislativa.
Camasão sai dessa eleição com 43.869 pessoas que confiaram em seu projeto político. São milhares de votos que representam uma força política real, construída com trabalho, mobilização e compromisso com a defesa dos direitos humanos, da democracia e dos interesses da população catarinense.

